Dois robôs como ícones da Indústria 4.0 para a PD Sistemas

Você sabe o que é a indústria 4.0?

No começo, eram as máquinas a vapor. Elas mecanizaram a produção, substituíram parte do trabalho humano e impulsionaram a migração para o trabalho fabril, em maior escala. O advento da energia motriz, trazida por elas na segunda metade do século XVIII, impulsionou mudanças tão significativas e profundas que todo o processo recebeu o nome de “revolução” – mais precisamente, de “Primeira Revolução Industrial”.

Depois, veio a produção em massa e outros progressos essenciais, como a introdução de navios de aço movidos a vapor, o desenvolvimento do avião e a refrigeração mecânica. Surgiram linhas de montagem cada vez mais rápidas e modernizaram-se os métodos de fabricação. Isso aumentou radicalmente as quantidades e a variedade dos produtos ofertados, o que reduziu preços. Estamos na segunda metade do século XIX e vivemos a Segunda Revolução Industrial.

Saltamos agora para meados da década de 1940. O que marca o período é a massificação dos produtos tecnológicos, principalmente os ligados aos meios de comunicação e à Internet – telefones celulares, computadores pessoais, notebooks, tablets e smartphones vão se popularizando aos poucos. Estamos na Terceira Revolução Industrial e o impacto nos processos econômicos são gigantescos, desde a manufatura até o gerenciamento da cadeia produtiva.

E hoje? Hoje, podemos dizer que já vivemos, nos relacionamos, trabalhamos e fazemos negócios em uma outra era, marcada por uma outra revolução, que tem recebido o nome de “Quarta Revolução Industrial”. Segundo especialistas, a revolução atual é diferente das anteriores devido à sua escala, ao seu alcance e à sua complexidade, o que fará com que as transformações por ela desencadeadas sejam bastante diferentes de tudo o que a humanidade já experimentou antes.

Por isso, as organizações de todos os setores que não se preocuparem em se adaptar e repensar o seu papel neste novo mundo estão potencialmente fadadas ao fracasso. Pensando nisso, dedicamos o post de hoje à indústria 4.0. Mostramos aqui, com amplo recurso a exemplos práticos, como a revolução em curso pode afetar a produção, a forma de gerenciamento dos negócios, as contratações e o próprio mercado consumidor. Continue a leitura e fique por dentro de tudo!

 

Mas afinal, o que vem a ser a indústria 4.0?

Inteligência artificial, robótica, internet das coisas, engenharia genética e neurotecnologias… Apesar de estas serem inovações surgidas ou desenvolvidas no seio da Quarta Revolução Industrial, especialistas afirmam que esta nova era não é propriamente definida por um conjunto de tecnologias emergentes em si mesmas, mas sobretudo pela transição em direção a novos paradigmas, resultantes de sistemas que foram construídos a partir da infraestrutura da revolução digital, a etapa antecessora desta.

Não se trata, portanto, de uma extensão da terceira revolução industrial, mas da chegada de uma diferente, marcada por uma velocidade diferente e por um alcance e impacto nos sistemas de forma nunca antes vista.  Fala-se, assim, mais de uma mudança de paradigma do que de uma etapa do desenvolvimento tecnológico.

A tendência à automatização total das fábricas é disso exemplo – e, por isso, os teóricos falam em uma “fábrica inteligente”. A automatização acontecerá cada vez mais por meio de sistemas ciberfísicos, resultantes da internet das coisas e da computação na nuvem. Eles combinam as máquinas com processos digitais e são capazes de tomar decisões descentralizadas e de cooperar – entre eles e até mesmo com seres humanos – por meio da internet das coisas.

Além disso, nanotecnologias, neurotecnologias, robôs, inteligência artificial, biotecnologia, sistemas de armazenamento de energia, drones e impressoras 3D cada vez mais tomarão conta do chão da fábrica, com impactos econômicos calculados na ordem dos 14,2 bilhões de dólares apenas para a próxima década.

 

Quais os impactos disso tudo na produção?

Quando falamos aqui em termos como “nanotecnologia”, “robótica” e “internet das coisas”, pode parecer ao leitor que os impactos da indústria 4.0 estão confinados a um nicho de negócio muito restrito, com pouco impacto generalizado. Essa é uma ideia completamente errada, como veremos.

Pense, por exemplo, em algo tão inusitado como uma… fazenda de leite. O leitor há de concordar que, de imediato, é difícil imaginar como a indústria 4.0 pode afetar um setor tão comumente dominado por métodos tradicionais e pouco tecnológicos. Novamente, há surpresas.

Recentemente, uma reportagem veiculada pelo programa de televisão “Globo Rural”, mostrou uma fazenda mineira que já aplica tecnologia de ponta na propriedade, de modo a obter um leite de qualidade superior. Na área de ordenha, seis robôs operam 24 horas em um sistema com pistões de ar comprimido – são eles quem tiram todo o leite. As vacas usam um colar eletrônico, capaz de calcular o tempo mínimo entre uma ordenha e outra. Assim, se elas tentarem entrar na área da ordenha com o úbere vazio, a porteira inteligente não se abre. Esse colar também identifica o cio dos animais apenas pelo padrão com que eles se movimentam. Quando nasce um bezerro, eles recebem brincos numerados que têm um chip; é o próprio robô que calcula a quantidade de alimento que o filhote precisa, faz a mistura no liquidificador e libera as mamadeiras, tudo de forma automatizada. Toda essa tecnologia e precisão resulta em um produto melhor e os laticínios acabam pagando mais por isso. Os índices de produtividade são também maiores, trazendo impactos positivos para a organização como um todo.

Portanto, não se engane: os impactos da indústria 4.0 atingirão as mais inesperadas áreas de negócios.

 

E que outros impactos podemos esperar?

Para além dos impactos na produção, há outras áreas dos negócios que estão sendo e, claro, continuarão a ser diretamente afetadas pela Quarta Revolução. Podemos pensar, por exemplo, nas formas de contratação, que estão mudando freneticamente.

Cada vez mais, o currículo tradicional e as entrevistas presenciais estão sendo abandonados à medida que as empresas usam novas formas de coleta e análise de dados para encontrar funcionários. Esse novo campo de recrutamento, chamado de “Workforce Science” ou “Ciência da Força de Trabalho”, baseia-se na ideia de que os dados que as pessoas produzem enquanto fazem coisas online podem ser colhidos e interpretados e fornecerem uma ideia melhor da adequação de uma pessoa aos métodos tradicionais.

E-mails, mensagens instantâneas, atividades em redes sociais e cliques do mouse deixam um “sinal digital” do que somos. Esses padrões podem agora ser coletados e extraídos de forma barata de modo a obter insights sobre como as pessoas trabalham e se comunicam, potencialmente abrindo portas para mais eficiência e inovação dentro das empresas na hora de contratar.

A forma de gerir pessoas também será afetada. O People Analytics, por exemplo, facilita o processo de coleta, organização e análise de dados sobre o comportamento dos colaboradores. Tais dados podem ser obtidos de diversas fontes – redes sociais, metadata (dados sobre dados), reviews de usuários, índices de vendas e de desempenho, etc – e depois usados para responder a questões estratégicas, tais como: quais são as tarefas nas quais determinado colaborador apresenta melhor performance?; ele correspondeu a todas as metas da avaliação de desempenho do ano passado?

Respostas mais objetivas a essas perguntas podem ajudar, por exemplo, a definir de forma mais justa e menos subjetiva na hora de promover ou mesmo despedir alguém.

 

Como vimos, mudanças sem precedentes estão emergindo e revolucionando a forma como administramos os negócios. É essencial, assim, estar antenado em tudo o que acontece. Por isso, para receber outras de nossas dicas práticas voltadas para a vida das empresas, não perca tempo, assine agora mesmo a nossa Newsletter e siga nossas redes sociais: Facebook, Twitter e Linkedin.

 

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