Logística com transporte

Transporte e logística: como estar preparado para os desafios?

Mais agilidade e rapidez nas entregas, gestão racional de custos, inteligência nas rotas e qualidade geral no serviço prestado. Acabamos de listar algumas das principais características de um bom processo logístico.

E que empresa não quer entregar isso tudo ao cliente? Até porque se há problemas no transporte, gera-se um efeito cascata que afeta todas as outras áreas chave de uma empresa – das vendas aos armazéns.

Mas para alcançar essas características que acabamos de mencionar, os gestores se deparam com alguns desafios. Neste post, mostramos quais são eles e como as empresas podemos atenuá-los ou superá-los.

Vem com que a gente!

 

#1 Excesso de burocracia

Como já dissemos, rapidez e agilidade são duas das principais características de um bom processo logístico. Mas, no caminho dos gestores em direção a esse objetivo, existe a burocracia, aqui entendida como o excesso de procedimentos e normas.

Isso acaba afetando sobremaneira os pequenas e médias empresas, que muitas vezes não dispõem de setores jurídicos para lidar com as questões burocráticas. Além disso, quanto menor o negócio, mais impactos os prejuízos relativos a atrasos terão gerado.

No Brasil, a legislação que rege o transporte de cargas é extensa e complexa. Isso acaba gerando impacto em termos de pontualidade.

Vamos dar um exemplo. Segundo um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), a burocracia aeroportuária no Brasil faz com que o tempo médio de liberação de uma carga seja de 175 horas – ou seja, mais de uma semana. Esse número pode chegar a 217 horas em alguns aeroportos. Para termos uma base de comparação, basta saber que, em hubs como Xangai e Singapura, esse número é de apenas quatro horas.

Contornar um problema como esse é algo que logicamente escapa à capacidade de controle das empresas. Por outras palavras, em curto e médio prazo, é preciso aprender a conviver com ele e a driblá-lo, investindo em áreas estratégias que atenuam os seus efeitos.

 

#2 Mão de obra qualificada

Especialistas afirmam que o nosso país vive uma severa carência de mão de obra especializada. De acordo com uma pesquisa feita pela empresa de Recursos Humanos Korn Ferry, só em 2020 o déficit de profissionais para vagas mais especializadas era da ordem de 1,8 milhão.

O problema, que afeta inúmeros setores, é também sentido no setor de logística, o que logicamente dificulta a contratação de profissionais para o preenchimento de posições-chave na estrutura organizacional.

As empresas devem, nesse caso, investir em treinamento e capacitação dos seus próprios quadros.  Em médio e longo prazo, ações direcionadas podem ajudar a colmatar um problema que também é estrutural.

 

#3 Infraestrutura

Outro dos principais desafios da logística brasileira é a defasagem da infraestrutura do transporte marítimo, ferroviário ou aéreo. Embora tenha havido avanços nas últimas décadas, sabemos que ainda são esperadas muitas melhorias nesse quesito.

Por exemplo, desde 2007, o Banco Mundial vem publicando regularmente um índice internacional de desempenho logístico de cada país. Trata-se do chamado LPI – Logistic Performance Index, que leva em conta inúmeros indicadores, desde a qualidade de portos, ferrovias e estradas até a integridade de schedule (pontualidade).

Em 2007, quando o primeiro levantamento foi divulgado, o Brasil ocupava a 61.ª oposição desse ranking. Em 2016, subimos para a 55.ª oposição e ficamos à frente de vizinhos como a Argentina e o Uruguai, mas ainda assim aquém da média de desempenho dos países desenvolvidos.

Uma melhora significativa nesse quesito exige planejamento e investimentos estatais robustos, o que logicamente escapa ao controle das empresas.

 

#4 Gestão de estoque

Quando se fala em gestão de estoque, a palavra-chave é “equilíbrio”.

Só que para alcançar esse equilíbrio, precisamos de níveis é preciso, essencialmente, conciliar duas situações antagônicas: por um lado, manter o estoque em níveis suficientes para atender a súbitos aumentos de demanda no mercado e, por outro, considerar que manter material parado por muito tempo resulta em aumento de custos.

O que se procura, assim, é trabalhar com o menor estoque possível, mas fazer isso sem deixar possíveis consumidores ou parceiros na mão. Para conciliar o que parece inconciliável, as empresas podem contar com a ajuda da tecnologia especializada – o que nos leva ao nosso próximo e último desafio!

 

#5 Tecnologia

Investimentos em tecnologia especificamente desenvolvida para o setor logístico nunca foram tão necessários. A gestão desse setor é extremamente complexa e exige a análise de inúmeros fatores, muitos deles instáveis. Planilhas ou soluções generalistas são verdadeiramente insustáveis, encarecendo o processo e gerando problemas com erros e atrasos.

No contexto da Quarta Revolução Industrial que já está em curso, a logística passa a estar hiperconectada, fazendo uso das maiores tendências em tecnologia, como Big Data e Analytics. Por isso, o desafio hoje é não ficar para trás e acompanhar o passo das mudanças. E independentemente da estrutura operacional de cada empresa e do volume de entregas, existem hoje soluções direcionadas aos mais diversos perfis.

Sistemas de Gerenciamento de Armazém (WMS) e Sistemas de Gerenciamento de Transporte (TMS) proporcionam redução de erros e de perda de ativos, otimização de frotas, eficiência de roteirização, aumento da eficiência operacional e gestão baseada em dados. Com isso, as empresas têm mais fôlego para driblar problemas mais estruturais, como os que referimos anteriormente, relativos ao excesso de burocracia, escassez de mão de obra qualificada e infraestrutura logística aquém da esperada. 

Por exemplo, em relação ao desafio da gestão de estoque, os softwares de hoje são capazes de analisar uma quantidade insana de dados e indicadores, gerando relatórios que facilitam e fundamentam a tomada de decisão por parte dos gestores. Assim, a precisão no monitoramento dos estoques é incomparavelmente maior. Com isso, a probabilidade de ocorrem problemas que comprometam as entregas, os custos e a produtividade também ficam muito menor.

Como vimos, alguns dos desafios mencionados neste post são de ordem estrutural e certamente não serão resolvidos do dia para a noite. Isso torna ainda mais importante o investimento em aspectos que estão sob o controle das empresas, como o fator tecnológico.

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Por hoje, é tudo. Até o próximo post!

PD Sistemas – Gestão de Resultados

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