Sua empresa está preparada para as novas demandas dos colaboradores?

Em um artigo recente publicado no jornal norte-americano “The New York Times”, o psicólogo organizacional Adam Grant usou o termo “languishing” (“definhar”, em português) para se referir a um sentimento comum de vazio de vazio e estagnação relatado por muitas pessoas durante a pandemia.

Não se trata propriamente de esgotamento – as pessoas até têm energia. Tampouco é depressão – não é a impotência que predomina. A sensação dominante é de falta de alegria, de direção, de objetivos – em suma, um mal-estar difuso. “Parece que você está se arrastando pelos dias, vendo sua vida através de uma janela embaçada”, escreveu Grant.

O termo “definhamento” foi cunhado em 2002 pelo sociólogo Corey Keyes para se referir a esse estado que reduz a sua motivação, não deixa você se concentrar direito e triplica a probabilidade de um desempenho insatisfatório no trabalho. Enquanto cientistas e médicos se esforçam para tratar e curar os sintomas físicos da pandemia, a verdade é que muitas pessoas estão lutando com os problemas emocionais advindos dela.

 

 

Segundo um levantamento realizado pela Microsoft em 2020, cerca de 30% dos trabalhadores que migraram para o trabalho remoto afirmaram sentir algum mal-estar em relação a essa nova realidade. Nesse contexto, é impossível as empresas não serem afetadas – afinal, inúmeras pesquisas apontam que a produtividade humana está diretamente relacionada ao bem-estar emocional.

Pensando nisso tudo, no post de hoje, falamos sobre um assunto que se tornou ainda mais importante nos últimos meses: a saúde mental no trabalho. Além do “languishing” já mencionado, explicamos o que são a Síndrome de Boreout e a Síndrome de Burnout e mostramos como grandes empresas estão lidando com isso.

 

Síndrome do Boreout

A Síndrome do Boreout foi cunhada em 2007, por dois consultores de negócios suíços. Eles observaram determinados padrões de comportamento comuns em pessoas que simplesmente não conseguiam mais produzir bem no trabalho.

Esse nome vem do vocábulo inglês “boring”, que quer dizer “entendiante”, “aborrecido”, “chato”. Essa designação envelopa bem o sintoma dominante da síndrome: tédio total em relação ao trabalho. Outros sintomas são apatia, desinteresse pelas tarefas rotineiras, falta de motivação e falta de interesse.

Na pandemia, esse sentimento acometeu muitas pessoas, entre coisas devido ao isolamento trazido pelo trabalho remoto adotado por muitas empresas e pela diminuição de demandas. Muitos passaram a se sentir improdutivos e a se verem maus profissionais por não conseguirem se concentrar direito ou não terem a motivação de antes. Ao passar dos dias, essas pessoas são acometidas por uma sensação de menos valia, de falta de aproveitamento da sua capacidade produtiva, pela percepção de que não estão aprendendo e evoluindo.

Tudo isso também ecoa o tal “definhar” que abordamos de início e tem feito muitos repensarem suas carreiras e os seus planos profissionais para o futuro.

 

Síndrome do Burnout

A Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é outro distúrbio psíquico comumente ligado ao trabalho, mas que acaba afetando quase todas as facetas da vida de um indivíduo. Ela é causada por uma sensação de exaustão extrema e pode levar a um quadro em que o individuo entra em depressão, trava complemente e até perde a memória.

Acúmulo de estresse, de pressão, de tensão emocional e de trabalho são comuns em muitas profissões, mas também se agravaram em alguns casos durante a pandemia.

Os sintomas dessa síndrome podem ser físicos ou psicológicos, e o acometido por apresentar cansaço mental e físico extremos, insônia, dificuldade de concentração, perda de apetite, irritabilidade e agressividade, perda temporária de memória, baixa autoestima, dores de cabeça e no corpo, sentimentos de derrota, de fracasso e de insegurança e pressão alta.

A maior parte das vítimas se isola, muitas vezes com vergonha e receio de julgamentos.

 

 

As respostas das empresas

É importante frisar que o diagnóstico dos quadros apresentados neste artigo deve sempre ser feito por um profissional habilitado – um psiquiatra ou um psicólogo. Somente eles poderão indicar eventuais terapias e tratamentos adequados. Muitas empresas inclusive contam com atendimento profissional direcionado a esses casos em seu quadro funcional, existe mesmo uma vertente trabalhista na psicologia, precisamente conhecida como “psicologia trabalhista”.

De todo modo, é importante que os funcionários tenham um canal aberto de comunicação com as suas lideranças. Por exemplo, uma pessoa que se vê entediada no trabalho talvez possa ter uma conversa franca com seus superiores para explicar o que a tem deixado descontente e se sentindo em uma função aquém das suas capacidades.  Talvez juntos possam encontrar uma alternativa, como um novo cargo mais desafiador. Isso é melhor para definitivamente do que perder um bom funcionário que apenas está passando por um momento difícil.

 

Uma iniciativa por parte das empresas é o marketing de incentivo. Ele tem como objetivo motivar equipes de trabalho, gerando mais reconhecimento e engajamento para os colaboradores. Os incentivos não se resumem a recompensas financeiras – viagens, cursos gratuitos, um dia de folga, um dia para sair mais cedo etc.

Um exemplo de como as grandes corporações estão reagindo aos crescentes problemas de saúde mental durante a pandemia é a Citi Bank. Recentemente, por ordem do CEO, as chamadas de reuniões durante as sextas-feiras foram proibidas. Os funcionários foram incentivados a tirar suas férias e o dia 28 de maio foi decretado como feriado coletivo. A data ganhou inclusive um nome – o  “Citi Reset Day”. Outro exemplo vem do LinkedIn, que resolveu oferecer uma semana de folga para todos os funcionários com o intuito de combater a Síndrome de Burnout.

É claro que essas medidas não estão ao alcance de todas as empresas. O importante é ficar atento, manter um canal de comunicação, de forma compreensível e solidária, e oferecer ajuda na medida das possibilidades. Diálogo, em suma, é essencial.

 

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Até mais!

 

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