Uma mulher trabalhando em produção

Saiba como reduzir os custos e aumentar a produtividade

Segundo um estudo comparativo realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e divulgado em 2018, um produto feito no Brasil é, em média, 30% mais caro do que o mesmo produto feito nos Estados Unidos ou na Alemanha, competidores diretos do nosso país no comércio internacional.

Isso significa que, da porta para dentro, as indústrias brasileiras podem estar no mesmo nível operacional das suas concorrentes estrangeiras, mas da porta para fora o produto nacional é bem mais caro. O estudo levou em consideração aspectos como variáveis de juros sobre capital de giro, insumos básicos, impostos não recuperáveis na cadeia, logística, encargos sociais e trabalhistas, burocracia e custos de regulamentação, custos de investimentos e de energia.

Olhando para essa realidade brasileira, fica evidente que buscar formas de reduzir os custos sem diminuir a produtividade é sinônimo de uma vantagem competitiva. Para isso, as empresas devem gerir de forma cada vez mais eficiente os seus processos produtivos, pensando cada etapa de forma racional. Por “processos produtivos”, entendemos aqui o conjunto dos procedimentos que permitem a transformação do “input” em “output” – ou seja, as atividades, dispostas em uma sequência lógica na cadeia produtiva, que agregam valor para uma dada mercadoria.

Então, na prática, como os processos produtivos podem ser gerenciados de modo a reduzir custos e aumentar a produtividade? Neste post, reunimos três dicas. Continue a leitura para saber quais.

#1 Comece por cuidar do clima organizacional da sua empresa

A qualidade do clima organizacional impacta na produtividade de qualquer indústria. Por trás dos processos, existem pessoas – e elas precisam ser valorizadas, treinadas e motivadas para gerarem bons resultados. Além disso, os talentos devem estar alocados de forma adequada, com base no reconhecimento do mérito e das capacidades individuais.

Um bom clima organizacional reduz a rotatividade de funcionários, pois mantém a satisfação e, com isso, estimula a permanência na empresa. Uma alta taxa de rotatividade tem impacto direto nos índices produtivos, uma vez que equipes pouco experientes produzem menos e exigem gastos com capacitações e treinamentos.

Uma estratégia nesse contexto é realizar uma gestão de equipes eficiente e alinhada às tarefas da linha produtiva. Na prática, trata-se de permitir que todos conheçam as tarefas dos colegas e saibam o status de cada atividade – até onde o nível de complexidade dos processos permitir. Isso faz com que todos estejam por dentro das metas e ajudem onde for necessário, diminuindo eventuais interrupções na produção.

Vejamos outras ações importantes:

– Mantenha o seu time motivado, estabelecendo metas e remunerando bem suas equipes mais produtivas.

– Reconheça o esforço individual e ofereça um bom plano de progressão e carreira – O investimento compensa.

– Ofereça constante feedback acerca do desempenho individual, dando a cada um a chance de melhorar os aspectos negativos.

– Mantenha uma comunicação clara e aberta, partilhando com todos as metas da empresa.

#2 Estabeleça um plano de ação

Resolvida a questão do clima organizacional, é hora de olharmos para a parte operacional dos processos. O objetivo é estabelecermos um plano de ação que identifique onde podemos reduzir os custos e aumentar a produtividade. Para isso, vejamos o passo a passo a seguir.

Primeiro passo: mapear

O primeiro passo é fazer um mapeamento de etapas da produção, dos profissionais e recursos envolvidos.

Segundo passo: procurar e identificar possíveis gargalos

O mapeamento do passo anterior irá permitir ao gestor identificar os chamados “gargalos” da produção – dedicamos um post inteirinho a esse assunto recentemente aqui no blog, não deixe de conferir. Basicamente, o gargalo é tudo que obstrui a capacidade final de produção de um sistema

Há vários tipos de gargalos. Sendo assim, temos gargalos relacionados à/a:

– Falta de matéria-prima;

– Falta de controle de estoque;

– Falta de acompanhamento da produção;

– Falhas nos equipamentos;

– Falhas na gestão de vendas.

Por exemplo, se o principal gargalo for em relação aos equipamentos, é hora de começar a pensar em investir em maquinário novo. Se, por outro lado, há funcionários ociosos na linha de produção, é importante aprimorar os processos de acompanhamento das equipes.

Terceiro passo: definição de um plano de ação

Uma vez identificados os gargalos, podemos partir para o delineamento do plano de ação. Nele, devem ser estabelecidas ações e identificados os responsáveis por cada uma delas.

Note que o plano deve responder de forma clara às seguintes questões:

– Quais são as ações?

– Por que realizar essas ações?

– Quem serão os responsáveis?

– Onde?

– Quando?

– Quais são os recursos necessários?

– Quais os custos envolvidos?

– As ações são viáveis e sustentáveis.

Um exemplo na prática

Aqui na PD Sistemas, sempre gostamos de proporcionar exemplos na prática.

Então, imaginemos que, nas fases iniciais do estabelecimento do nosso plano, determinada indústria identificou que um dos seus gargalos está relacionado à quantidade de maquinários disponíveis. No momento, a empresa sabe que não possui recursos para fazer aquisições. O que fazer?

No delineamento do plano de ação, surge a ideia de implementar outros turnos de trabalho, para além do turno de oito horas de segunda a sexta-feira. Sabendo que a máquina parada também significa custo, a empresa entende que teria mais ganhos de escala usando o parque fabril já disponível de forma mais intensiva.

Mas, para colocar isso em prática, o planejamento já necessário. É hora de responder às perguntas que listamos anteriormente e definir exatamente o que é necessário fazer para colocar a ação definida em prática.

#3 Automatize os processos

A automatização de processos industriais é uma excelente forma de aumentar a produtividade, sem necessariamente aumentar os custos. Não à toa, a chamada “indústria 4.0” é tida como o futuro dos processos produtivos. De fato, a tecnologia pode ajudar na integração processos e a tornar a produção mais ágil e mais barata.  Programas específicos também permitem a geração de dados relevantes para os gestores, ajudando-os a tomar decisões mais acertadas.

Assim, é importante buscar um software de gestão que atenda às necessidades da sua indústria. Você sabia que há ERPs (Enterprise Resource Planning) que permitem o controle do estoque e da produção e ainda o acompanhamento e o relacionamento com clientes por meio do CRM?

Quer saber mais sobre esses programas? Entre em contato conosco e teremos prazer em lhe apresentar as nossas soluções especificamente voltadas para as indústrias.

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PD Sistemas – Gestão de Resultados

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