Saiba como aplicar uma pesquisa de clima organizacional a distância

Em um post publicado em 2019 aqui no blog, nós afirmávamos que, independentemente do tamanho ou estágio de uma empresa, uma alta rotatividade de funcionários é sempre algo ruim para os negócios. Há estudos que mostram mesmo que uma baixa de retenção pode custar o dobro do salário de um funcionário, considerando todos os custos envolvidos em encontrar e treinar um substituto. E os efeitos não são apenas os financeiros – a rotatividade também pode comprometer o desempenho em geral e até mesmo o clima organizacional de uma empresa.

 

Nesse referido post, avançamos com algumas estratégias para fidelizar os funcionários. Uma delas é a valorização profissional. É claro que o salário importa, mas, de fato, não é tudo. O reconhecimento também influencia os níveis de motivação e, portanto, o tempo de permanência na empresa.

Recorremos a um exemplo. Em vários países, as companhias aéreas têm enfrentado problemas para recrutar pilotos. A solução mais óbvia para esse problema tem sido aumentar os salários. Nos Estados Unidos da América, isso levou a Força Aérea a também pagar mais, criando um efeito cascata que afetou principalmente as empresas menores, como as de aviação corporativa, que têm mais dificuldades de competir com valores tão altos.

O que lhes resta fazer, então? A resposta é: valorizar o quadro funcional e mostrar e praticar uma preocupação genuína com o seu bem-estar. Com pesquisas internas, é possível dar voz a esses funcionários, identificar as fontes de frustração com a empresa – quer estejam relacionadas a insatisfação com salários, horários, excesso de trabalho ou a problemas com os superiores – e trabalhar para tentar resolver isso.

Portanto, saber como anda o clima organizacional da sua empresa e qual o grau de satisfação interna é uma ferramenta básica para aumentar a taxa de retenção sua empresa. Contudo, ao tentar conduzir tais pesquisas, as empresas se deparam, muitas vezes, com funcionários que têm receio de expor suas opiniões por medo de represálias. Além disso, com a vinda da pandemia, que levou à migração para o trabalho remoto em muitos casos, os gestores de Recursos Humanos se veem com uma dificuldade adicional de conduzir uma pesquisa de clima organizacional.

 

Como, então, contornar essa dificuldade? É o que explicamos no post de hoje. Vem com a gente para saber mais sobre como conduzir uma pesquisa de clima organizacional efetiva em um contexto de distanciamento social.

 

 

Primeiro: o que é uma pesquisa de clima organizacional?

A pesquisa de clima organizacional é uma ferramenta formal usada para acessar a opinião dos funcionários sobre as condições e as características de uma empresa. Com essa ferramenta, o setor de Recursos Humanos e a alta administração conseguem identificar problemas em geral, desvios, comportamentais, conflitos, descontentamentos e atitudes que possam estar comprometendo a harmonia e o bom andamento dos trabalhos.

Com as respostas a um questionário bem elaborado, pode-se ter uma ideia quanto ao grau de satisfação do quadro funcional e podem ser tomadas providências para se buscar eventuais melhorias ou mesmo consolidar os aspectos identificados como positivos. Esses resultados podem inclusive embasar o planejamento estratégico da organização.

Portanto, devido aos potenciais impactos que terá para vida corporativa, a pesquisa precisa ser feita com responsabilidade e compromisso. As perguntas precisam ser objetivas e bem formuladas para que sejam compreendidas por todos de forma clara.

 

Como executar uma pesquisa de clima organizacional a distância?

Com muitas empresas ainda executando o trabalho remoto (popularmente conhecido no Brasil como “home office”), há que se buscar alternativas para a realização da pesquisa de clima organizacional. Para isso, existem ferramentas, como o Google Forms, nas quais é possível criar um formulário online e enviá-lo diretamente para o e-mail dos participantes.

 

Vejamos a seguir algumas dicas de como conduzir todo o processo.

 

#1 Garantia do anonimato

Como já referimos, muitos funcionários simplesmente deixam de responder ou não respondem de forma sincera a pesquisas de clima organizacional por terem medo de represálias.

Por isso, um dos principais requisitos para obter respostas que reflitam a realidade, garantindo, assim, o sucesso desse tipo de ação, é garantir o anonimato.

Aqui, a tecnologia pode nos ajudar. Por meio de ferramentas online, é possível criar formulários de pesquisa com a opção de os respondentes permanecerem anônimos.

 

#2 Questionário bem elaborado

Questionário bem elaborado: esse aspecto é importantíssimo.

Fazer perguntas vagas, não se atentar para aquilo que realmente se deseja saber, utilizar uma linguagem muito rebuscada, trabalhar com um “copia e cola” que acaba não condizendo com a realidade da sua empresa – todos esses são erros que podem acabar por comprometer a sua pesquisa.

 

Aqui vão algumas dicas:

– Faça perguntas no modo múltipla escolha. Você pode, por exemplo usar a escala de Linkert, um tipo de resposta psicométrica que é a mais usada em pesquisas de opinião. Nesse caso, os respondentes especificam o seu nível de concordância com uma determinada afirmação. Por exemplo: “A infraestrutura do seu local de trabalho é adequada”. O participante deve, então, assinalar se discorda totalmente ou parcialmente, se está neutro ou concorda totalmente ou parcialmente. Esse tipo de questionários facilita muito a análise dos dados.

– Seja o mais objetivo e claro possível. O ideal é que o formulário seja testado previamente, antes de ser aplicado a valer. Assim, eventuais ajustes podem ser feitos.

 

 

#3 Processar os resultados rapidamente

A apuração dos resultados deve ser feita de forma rápida – afinal, se deixarmos passar muito tempo, as respostas podem deixar de refletir a realidade. Aqui, mais uma vez, a tecnologia pode ajudar, pois existem ferramentas que processam os dados de forma automática.

 

#4 Elaborar um plano de ações a partir dos resultados e apresentá-lo ao público interno

Depois de mapeados os resultados, é hora de identificar as ações que podem adotadas a partir das respostas. Essas ações podem ser organizadas sob a forma de um relatório, um plano de ações, com metas e indicadores. Uma boa dica é criar uma comissão interna responsável pela elaboração dessas proposições.  

É também importante apresentar esse plano para os respondentes, mostrando respeito com o tempo dispendido por eles na resposta ao questionário. Em relação aos líderes, é importante que eles tenham acesso não só ao plano, mas também aos aspectos principais das respostas, para que, eventualmente, ajustem condutas.

 

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Até o próximo post!

 

PD Sistemas – Gestão de Resultados

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