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Por que os custos de manutenção de equipamentos precisam de uma gestão eficiente?

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), a média da idade das máquinas que compõem o parque industrial brasileiro é de 17 anos. A título comparativo, podemos referir, por exemplo, que nos Estados Unidos esse número corresponde a sete anos e, na Alemanha, a cinco anos.

O impacto na produtividade é um dos principais problemas de contar com um maquinário antigo. De acordo com um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em fevereiro de 2018, o trabalhador brasileiro gerou, em média, R$ 54,09 por hora trabalhada, o que colocou o país na 50.ª posição dentre uma lista que inclui 68 países. Na Alemanha, quinto país do ranking, os empregados são quase quatro vezes mais produtivos do que os brasileiros.
Sem dúvidas, urge revitalizar o parque industrial brasileiro. Mas, enquanto isso não acontece, a manutenção ganha importância acrescida. Implementar boas práticas de gestão nessa área garante que os diversos equipamentos sejam mais seguros e produtivos por mais tempo e, além disso, não gerem impactos financeiros desnecessários ou prejudiciais.

Além disso, nos dias de hoje, é preciso ter em mente a produtividade e a rentabilidade industriais são diretamente influenciadas pela forma como os seus custos são geridos. Negligenciar a manutenção de equipamentos equivale, na prática, a abrir caminho para gastos extras com reparos, substituições inesperadas e, numa situação ainda mais prejudicial, pausas nas linhas de produção devido a várias técnicas.
Pensando em todo esse contexto amplo, hoje falamos sobre a importância de uma gestão eficiente dos custos de manutenção de equipamentos. Para isso, em primeiro lugar, abordamos quais são os tipos de manutenção mais comuns na indústria e, em seguida, apresentamos dicas imperdíveis para uma administração eficaz e eficiente dessa área. Continue a leitura e fique por dentro de tudo!


Em primeiro lugar, o que são os “custos de manutenção”?

Cada indústria apresenta uma dinâmica interna própria mais ou menos ágil e eficaz, fruto de uma cultura organizacional específica. Seja como for, todas – sem exceção – estão sujeitas a falhas, quebras, trocas e ajustes periódicos em seus maquinários. Esses procedimentos prolongam a vida útil das máquinas e fazem que sejam mais produtivas e mais seguras.
Assim, os custos de manutenção são todos aqueles que envolvem mão de obra, peças de reposição, ferramentas para os consertos, depreciação, lucro cessante, entre outros aspectos, com vistas à conservação e ao bom e responsável funcionamento das máquinas e equipamentos. Além disso, qualquer impacto gerado no caixa da empresa por uma falha operacional que envolva a linha de produção, também entra nessa conta.
A empresa que promove uma gestão mais eficiente dos procedimentos de manutenção tende a gastar menos e, consequentemente, a se tornar mais competitiva – afinal, todo e qualquer custo gera impacto no preço e na própria qualidade dos produtos e serviços.


Quais são os tipos de manutenção mais comuns?

Vejamos agora os tipos de manutenção mais comuns praticados pela indústria. Cada uma delas possui especificidades próprias que importa conhecer na hora de promover uma gestão eficiente dos custos associados.

– Manutenção preventiva

Como o próprio nome sugere, este tipo de manutenção consiste em um trabalho de prevenção dos problemas que possam originar avarias ou baixo rendimento do maquinário.
Como isso é feito? Com base em estudos estatísticos, no estado do equipamento, no local de instalação, nas condições elétricas que o suprem e nos próprios dados fornecidos pelo fabricante. Dentre as vantagens, podemos citar a diminuição do número total de intervenções corretivas (ver abaixo), diminuindo despesas.

– Manutenção corretiva

A manutenção corretiva é vista é como a forma mais primária de manutenção. É a famosa “quebra-repara”, envolvendo a substituição de peças e de componentes dos equipamentos, dada a impossibilidade ou a ineficácia de outras medidas.

Por essas características, este tipo de manutenção envolve paradas das linhas de produção em momentos aleatórios e, muitas vezes, inoportunos. É claro que se torna impossível eliminar a manutenção corretiva completamente, mas é preciso ter em mente a necessidade do uso combinado de outras formas de manutenção.

– Manutenção preditiva

O objetivo deste tipo de manutenção é prevenir falhas nos equipamentos ou nos sistemas por meio do acompanhamento de diversos indicadores do maquinário, permitindo a operação contínua do equipamento pelo maior tempo possível. Em suma, o que se pretende é um acompanhamento periódico das máquinas, com base no monitoramento de certos dados coletados.


Dicas importantes para a gestão da manutenção de equipamentos

Como ficou evidente até aqui, cuidar das máquinas está relacionado não apenas à segurança dos funcionários e do patrimônio físico e à perenidade das máquinas, mas também à própria saúde financeira das empresas. A seguir, veja três boas práticas voltadas para a gestão dos custos de manutenção.

 

#1 Elabore um plano anual de manutenção e manuais de boas práticas

Sabemos que, quando o assunto é custo, a visibilidade é um pré-requisito para uma boa gestão. O administrador precisa ter ciência de onde e como os recursos estão sendo utilizados. Além disso, planejar é uma atividade essencial em qualquer ramo de negócio, conhecida por todo bom gestor.

Na área da manutenção, essas premissas são também essenciais. Formalizar em um plano todas as ações da empresa nessa área é uma excelente ação com vistas a uma gestão responsável das despesas. Nesse plano, é especificar um inventário do maquinário existente, os tipos de manutenção pelas quais cada máquina terá que passar e os possíveis custos associados de eventos inesperados – esses são itens básicos. Assim, fica muito mais fácil controlar o orçamento do qual se dispõe.

Além do plano, é interessante elaborar manuais de boas práticas para cada máquina, explicando o seu funcionamento, expondo as providências para evitar o desgaste acelerado e as ações de segurança mais comuns a serem adotadas. O ideal é que tais manuais sejam escritos em uma linguagem simples e direta, sem o tecnicismo dos manuais tradicionais.


#2 Treine seus funcionários

Conforme já adiantamos, a manutenção é essencial para a segurança, diminuindo o risco de acidentes. Os funcionários que operam as máquinas são simultaneamente os beneficiados por esse tipo de procedimentos e os agentes para garantir que se gerem os impactos esperados.

Por outras palavras, o modo como o público interno opera o maquinário determina, em parte, o tempo útil de vida dos equipamentos e a eficácia da própria manutenção. É essencial, assim, proporcionar treinamentos adequados, que capacitem para a lide direta com cada etapa da produção e da manipulação das máquinas, frisando os riscos de segurança envolvidos e o que fazer para evitar acidentes. Isso poderá mesmo diminuir substancialmente os gastos com a manutenção, principalmente a corretiva.

É importante que os funcionários mais antigos também passem por programas de reciclagem de tempos em tempos e sejam atualizados ou lembrados sobre aspectos importantes da segurança no chão da fábrica e sobre os procedimentos necessários à garantia da longevidade do maquinário.

 

#3 Utilize a tecnologia digital como aliada 

Você já ouviu falar da Realidade Aumentada? Pois ela pode ajudar a sua empresa a implementar, de um modo mais ágil e eficaz, a dica que referimos em #1 – a de disponibilizar aos funcionários manuais de boas práticas sobre cada máquina. Em vez de consultar manuais impressos, os operadores podem simplesmente abrir um aplicativo, “escanear” um adesivo e, pronto! O aplicativo dará início a uma demonstração passo a passo sobre como uma dada peça deve ser trocada. O resultado é um ganho significativo na agilidade dos procedimentos de manutenção, evitando dispêndios com impressões e reimpressões de materiais.

Outro recurso importante são os sistemas de gestão ERP (Enterprise Resource Planning). Eles proporcionam um repositório centralizado de informações sobre o maquinário e os processos nele realizados, integrando diversos setores e garantindo uma maior visibilidade em relação aos custos, às condições dos equipamentos e ao histórico de ações já realizadas.

Com um simples clique, é possível consultar quais máquinas passaram por um maior número de manutenção nos últimos meses e, assim, verificar se esse número de paradas para consertos causou perda real de produtividade e qual foi o impacto financeiro disso.

Mostramos hoje que a gestão dos custos associados à manutenção só tem a gerar vantagens competitivas à sua empresa. Para receber outras dicas práticas como as de hoje, assine a nossa Newsletter agora mesmo e siga nossas redes sociais. Estamos no Facebook, no Twitter e no Linkedin.

 

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