caminhão carregado de arroz fazendo a logística da PD Sistemas

Os desafios da logística no agronegócio

Nos últimos anos, graças à tecnologia, os agricultores brasileiros foram capazes de aumentar em muito a produtividade das lavouras nas principais regiões produtoras. De fato, o agronegócio tem crescido a taxas anuais superiores à média brasileira em praticamente todos os anos desde 2004, superando a produtividade da economia como um todo – 46,9% contra 31%. Há segmentos do setor, como o primário, nos quais a produtividade cresceu os incríveis 122% e, tudo somado, o agronegócio representa cerca de um terço do PIB nacional.

Contudo, quando olhamos para esse crescimento também nos deparamos com um grande problema: o da logística. No agronegócio, a logística compreende de toda a movimentação de produtos e matérias-primas, desde o transporte dos suprimentos para dar suporte à produção até o carregamento para entregar o produto ao consumidor final internamente ou até os principais portos exportadores. Por isso, as atividades de logística se relacionam com muitos outros processos, como o de compras, armazenamento e distribuição de produtos.

Trata-se, assim, sem dúvida de um aspecto fundamental do agronegócio, otimizando custos e influenciando nos ganhos dos produtores. Os problemas a que nos referimos estão basicamente relacionados a desafios específicos resultantes da atual realidade brasileira em nível de tecnologia, infraestrutura, burocracia e até falta de profissionais capacitados. É essencial estar por dentro dessa realidade até para poder fazer frente aos desafios que se colocam.

Pensando nisso, no post de hoje, traçamos um diagnóstico dos principais problemas de logística enfrentados pelos agricultores brasileiros e que representam um entrave ao crescimento da produtividade. Continue a leitura para ficar por dentro deste que é um dos principais problemas da porteira para fora.

 

Transporte

Como referimos de início, a produtividade do agronegócio brasileiro tem aumentado devido ao investimento em tecnologia (ferramentas diversas, maquinário e automatização). Mas é preciso escoar toda essa produção, fazê-la chegar ao consumir final ou aos pontos de escoamento para o exterior. É é aqui que os problemas de logística começam.

Segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, 58% do nosso transporte de cargas é feito por rodovias, 13% por hidrovias e 25% por ferrovias. Essa dependência das rodovias e a falta de investimentos em ferrovias e hidrovias resultam em custos cada vez mais elevados. No transporte rodoviário, cerca de 5% da safra é perdida entre a colheita e o destino, o que, claro, significa prejuízo para o produtor.

Além disso, a distância para esse escoamento é longa, e os custos bastante elevados. A qualidade das estradas também deixa a desejar. Em 2018, segundo dados de uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte, que avaliou 105.814 Km de rodovias brasileiras, a qualidade viária do país está em queda.

De acordo com o estudo, 61,8% dos trechos avaliados são classificados como regulares, ruins ou péssimos; as rodovias avaliadas como boas ou ótimas também apresentaram queda e representaram 38,2% em 2017. Buracos, desníveis, quedas de pontes e barreiras são os principais problemas apontados pelo estudo e tudo isso ajuda a encarecer o transporte dos produtos. Os fretes também são caros devido ao fato de que a demanda por transporte é maior do que a oferta.

Infelizmente, este é um problema que ultrapassa o produtor, pois depende essencialmente dos governos locais, estudais e Federal.

 

Armazenamento

Outro desafio da logística no setor de agronegócio é a falta de estrutura de armazenagem, que, infelizmente, não tem acompanhado o aumento da produtividade que referimos de início. Para fazer frente à nossa realidade, a estrutura de silos e armazéns teria que ser, no mínimo, 20% maior que a produção. De acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento, a capacidade estática de armazenagem de grãos no Brasil é de aproximadamente 166 milhões de toneladas; já a estimativa de produção para o ano de 2019 é de um pouco mais de 226 milhões de toneladas. Fica evidente, assim, que não há como armazenar toda a produção.

Essa escassez de infraestrutura de armazenagem e também o fato de que os armazéns muitas vezes estão distantes das zonas produtoras obrigam o produtor a muitas vezes ter que negociar a sua produção ainda durante a safra. Nessa altura, os preços estão em baixa, em virtude da grande oferta. Deixa-se, assim, de aproveitar as oscilações de preço, potencialmente favoráveis ao agricultor.

Para enfrentar esse problema, o ideal é que o país invista em silos e armazéns. A associação em cooperativas é outra saída, podendo baratear os custos do estoque e proporcionar um escoamento mais tranquilo da produção.

Burocracia

4,7 milhões. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, esse é o número de normas relacionadas ao transporte de cargas no Brasil. Isso se traduz em uma imensa carga burocrática que deve ser enfrentada pelos agricultores e que é mais sentida, claro, pelos produtores de menor porte, que não contam com setores jurídicos tão robustos.

Essa burocracia impacta sobretudo o prazo das entregas. As cargas ficam paradas em portos e pontos de inspeção por, em média, 175 horas – esse é o tempo de liberação para aeroportos, segundo a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Em países como os Estados Unidos e a China, a liberação é feita entre 4 e 6 horas.

Falta de profissionais qualificados

Outro desafio – que, frisamos, não é específico do setor de agronegócio, pois assola o país como um todo – é a falta de profissionais capacitados. Para o setor de logística, isso é um desafio ainda maior, visto que a escassez de trabalhadores especializados é gritante.

Segundo um estudo da Fundação Dom Cabral, a logística é, de fato, das áreas que mais enfrenta dificuldades para contratar. Com as inovações tecnológicas constantes no setor, profissões banais como as de motorista e técnico demoram a ser preenchidas. A falta de experiência na função é outro problema, gerando um círculo vicioso.

Há, portanto, uma necessidade urgente de investimento em qualificação e capacitação. Dentro das empresas de agronegócio, uma solução é investir em cursos e treinamentos para os colaboradores que se destaque e mostrem potencial nessa área.

Tecnologia

A logística é um assunto complexo, que envolve a administração de inúmeras variáveis. A sua gestão exige, assim, excelentes softwares de gestão. Sem um bom Sistema de Gestão de Armazéns (WMS) ou sem um bom Sistema de Gestão de Transportes (TMS), é praticamente impossível manter a competitividade no mercado atual. Hoje, os agricultores já podem contar com programas especificamente desenvolvidos para fazer frente às necessidades do agronegócio. Sistemas como esses informam as melhores rotas, garantem a redução de tempo na fila de espera e ajudam a escolher os modais de transporte mais adequados para escoar cada tipo de produção.

Esses sistemas de gestão centralizam ainda as informações dos dados e dos custos relacionados a todo o processo de escoamento da produção. Isso permite uma visualização global do processo logístico como um todo e, consequentemente, o estabelecimento de estratégias melhoras de modo a garantir que os seus lucros do produtor não se percam nesse trajeto entre a fazenda e o destino final.

Por que então incluímos a tecnologia na lista dos desafios de logística para o agronegócio, já que tantas soluções efetivas existem nessa área? Basicamente, porque muitos produtores ainda desconhecem o real potencial de tais ferramentas. Se esse é o caso da sua lavoura ou se você tem alguma dúvida sobre as soluções aqui mencionadas, entre em contato conosco agora mesmo e conheça as soluções personalizadas que a PD Sistema oferece para o agronegócio.

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