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LGPD e os impactos na prospecção de novos clientes

A Lei n.º 13.709 ou Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi promulgada em 14 de agosto de 2018. Alterada por outra lei – a 13.853, de 2019, a LGPD foi entrando em vigência por fases e agora – no final de 2021 – já está valendo plenamente.

Mas do que trata esta lei, afinal?

Bom, ela veio para estabelecer novas regras, mais modernas e alinhadas a regulamentações internacionais, para o tratamento de dados pessoais dos cidadãos em geral, preenchendo uma lacuna que se arrastava há anos.

Assim, abrange tanto a coleta quanto o tratamento e o armazenamento de dados por parte de pessoas naturais, empresas e governos. Em termos bem gerais, o seu objetivo é dar maior proteção aos dados pessoais em uma era 4.0, dominada pela tecnologia. Respeito à privacidade, liberdade de informação, desenvolvimento econômico e inovação são alguns dos valores nos quais a lei está pautada.

Mas talvez a principal novidade seja a alteração no modo as empresas podem utilizar os dados pessoais de seus funcionários, clientes, contatos e “leads”. Quando estas determinações não são cumpridas, a empresa fica sujeita a diversas penalidades.

No post de hoje, tratamos precisamente dos impactos desses novos dispositivos na prospecção de clientes. Se você procura um resumo didático para agir de acordo com a nova lei, veio ao lugar certo.

Continue a leitura e evite multas e maiores problemas!

 

LGPD

Podemos afirmar que a LGPD impõe padrões mais elevados de transparência, segurança e de proteção de dados pessoais.

Para garantir isso, são adotados três pilares:

– Governança: as instituições (incluindo empresas privadas) devem prover a estrutura necessária para lidar com a proteção de dados, criando uma cultura de segurança e de aprendizado constante.

– Segurança: é responsabilidade destas instituições garantir a segurança dos dados pessoais de terceiros dos quais tem posse.

– Uso legítimo: o tratamento dos dados deve ser legítimo, ou seja, feito de acordo com bases legais, evitando abusos e quebras de privacidade.

As “bases legais” são hipóteses da LGPD que autorizam a coleta e o tratamento de dados pessoais. Isso significa, basicamente, as empresas que utilizarem dados pessoais sem uma base legal adequada estarão incorrendo em ilegalidade.

Ao todo, são dez bases legais que autorizam o tratamento de dados pessoais, sem dependência ou hierarquia entre elas. Cabe à empresa definir qual é a base legal mais apropriada.

De todo modo, podemos afirmar que as três bases principais são:

– consentimento, que consiste em uma declaração clara e inequívoca de uma pessoa que concorda com o uso dos seus dados para as finalidades propostas pela empresa;

– legítimo interesse, hipótese que autoriza o uso dos dados por parte de um controlador, autorizando que ele use os dados pessoais para fim legítimo e em situações concretas;

– contratos, base segundo a qual os dados de uma pessoa podem ser processados em dois casos: para cumprir uma obrigação prevista em contrato ou para a validação e o início de vigência de um acordo.

 

RH ainda é o principal recurso

 

Como a LGPD afeta a prospecção de clientes?

Empresas que trabalham com a prospecção ativa ou o outbound precisarão, doravante, tomar alguns cuidados para se adequarem à LGDP.

De fato, com a nova lei, cabe às organizações buscar os meios para assegurar a proteção dos dados pessoais dos usuários contra o acesso por quaisquer terceiros não autorizados. Na prática, as empresas poderão ser responsabilizadas por situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão de informações.

Portanto, no contexto da prospecção, o diploma legal não impede apenas o uso indevido de dados pessoais, mas também exige que as empresas tenham cada vez mais cuidado com o tratamento que dão aos dados coletados, visando uma maior segurança.

Por exemplo, uma prática ainda bastante comum na captação de clientes é a compra de bancos de dados de contatos. Estes dados são geralmente ofertados por “data brokers”, empresas que compilam e vendem informações de potenciais contatos na internet.

Elas fazem isso combinando dados obtidos online e off-line e trabalham tanto com dados “crus” (nome completo, idade, gênero, endereços, e-mail, imóveis, nível de escolaridade, profissão etc.) e quanto com os chamados “dados derivados”, obtidos a partir do cruzamento de diferentes bases de dados. É isso que permite, por exemplo, saber as preferências e as pretensões de possíveis consumidores.

A compra destas listas de contatos vai de encontro (ou seja, colide com) à LGPD. De fato, nestes casos, o princípio da finalidade específica do tratamento de dados não está sendo respeitado, nem a necessidade do consentimento livre, informado e específico do titular de dados.

A solução, é assim, trabalhar apenas com fornecedores que garantam legalmente que as suas listas contêm contatos que tenham consentido previamente com as comunicações de marketing. Com os novos dispositivos legais, se você comprar uma lista sem a permissão expressa, o problema não é só do data broker – a sua empresa também poderá ser responsabilizada!

Do mesmo modo, se houver vazamento indevido de dados, recairá sobre a sua empresa o ônus.

 

Como ficam os contatos a clientes?

Ações de marketing como cold call e cold mail (contatos não solicitados, nos o vendedor tenta falar com pessoas sem contato prévio) não mudaram. A sua empresa pode continuar usando estes mecanismos, mas deve reforçar a qualidade da abordagem para ter a maior receptividade possível, sempre respeitando as bases legais e os princípios da LGPD.

É importante cuidar a linguagem, o horário, o nível de “invasividade”. Usar canais de comunicação como telefone e e-mail de forma agressiva e indevida só irá aumentar as chances de o seu lead solicitar a exclusão definitiva do seu banco de dados, o que implicará custos e impactará diretamente a sua taxa conversão. O ideal é aplicar uma mensagem padronizada, educada, respeitosa, bem alinhada ao perfil do seu cliente e à campanha em questão.

Como vimos, a LGDP apresenta alguns desafios de adequação de rotinas por parte das empresas. Por outro lado, construir uma reputação de compliance à legislação certamente constitui um diferencial competitivo.

Para isso, é essencial contar com ferramentas tecnológicas que ajudem a garantir a segurança dos dados dos seus clientes e que gerenciem o tratamento dado a eles. Soluções como ERP (Enterprise Resource Planning ou Sistema Integrado de Gestão Empresarial) e CRM (Customer Relationship Management ou Gerenciamento de Relacionamento com Clientes) ajudam você nessa tarefa desafiadora, automatizando todo o processo.

A PD Sistemas disponibiliza essas ferramentas totalmente adequadas à nova legislação. Quer saber mais sobre essas soluções? Entra em contato com a gente, clicando aqui. Teremos prazer em lhe atender!

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Até breve!

PD Sistemas – Gestão de Resultados

 

 

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