Pessoa em uma mesa redonda de reunião com a caneta na mão escrevendo em uma folha.

Gestão de pessoas com uso do People Analytics

Em 2020, o volume de dados disponíveis alcançará a ordem dos 40.000 exabytes – o equivalente 40 trilhões de gigabytes, segundo estimativas de um estudo da Consultoria McKinsey. Para armazenar essa quantidade inimaginável de dados, seriam necessários 400 bilhões de HDs externos! E boa parte desses dados foram produzidos nos últimos anos – o que representa um volume de informação maior do que a quantidade produzida em toda a história da humanidade.

Ainda segundo o referido estudo, o Big Data – que nada mais é do que a análise e a interpretação de grandes volumes de dados –, é, sem dúvida, um dos diferenciais para o crescimento das empresas e um fator de vantagem competitiva em relação à concorrência. Contudo, no atual cenário tecnológico, estima-se que o volume de informações com valor analítico, ou seja, apto a ser explorado para a tomada de decisão, alcance apenas 33% do volume total dos tais 40 trilhões de gigabytes.

Além disso, segundo a IBM, 80% dos dados produzidos pelas próprias empresas estão desestruturados. Isso tudo indica que são necessárias ferramentas e esforços para transformar informações em decisões que impactarão de forma positiva em todas as áreas e setores de uma organização.

Consideremos a área de Recursos Humanos (RH). Esse é um departamento que lida com um dos maiores estoques de dados de uma empresa. No entanto, na prática, essas informações acabam sendo usadas apenas para elaborar relatórios internos e meramente descritivos. Para mudar esse cenário é que as empresas podem contar com o People Analytics.

Essa metodologia vem ajudando os gestores de RH a identificar as informações realmente úteis e a utilizá-las de modo estratégico, seja atraindo e retendo talentos, ou ajudando a reduzir custos e a aumentar a produtividade das equipes. Apesar de todo esse potencial, estima-se que apenas 5% das empresas investem nesse tipo de solução, embora 70% reconheçam a sua importância.

Por isso, esta é a hora ideal para adotar essa ferramenta e se colocar um passo à frente em relação à concorrência. Pensando nisso, neste post, mostramos o que é, em que consiste o People Analytics e como ele pode ajudar a revolucionar o RH da sua empresa. Pronto? Vem com a gente!

 

O que é People Analytics?

O People Analytics direcionado para o setor de RH foi usado pelo Google entre 2006 e 2010 na América Latina, no contexto de um projeto chamado “Oxygen”. O objetivo principal era aumentar o desempenho das equipes, sem ter que contratar novos talentos.

No contexto de RH, o People Analytics nada mais é do que um método de análise e interpretação de dados que pode ser aplicado aos negócios para ajudar gestores a tomarem decisões mais fundamentadas sobre os recursos humanos. Essa análise e interpretação de dados permite, em suma, entender comportamentos e prever resultados.

Na prática, o People Analytics faz uso de uma vasta gama de dados disponíveis, o Big Data, processa isso tudo e traduz o resultado sob a forma de informações úteis para os gestores.  Combinando estatística e tecnologia, a ferramenta é a base para uma gestão mais eficiente.

Por exemplo, com o People Analytics, a empresa pode saber:

– Quais os funcionários que realmente merecem uma promoção?

– Quais os funcionários ou setores com baixa produtividade ou pouco engajamento?

– Em quais épocas do ano ou setores o índice de rotatividade é maior? Quais são as possíveis causas para isso?

– Quais os funcionários mais propensos a deixar a empresa no período de um ano?

Uma das fontes dessas informações são os próprios registros da empresa – sistema de marcação do ponto, dados da folha de pagamento, índices a produtividade, entre outros. Mas a pesquisa não ficar por aí. Os gestores podem usar redes sociais, os dados governamentais, pesquisas externas e internas etc.

 

Quais as vantagens do People Analytics?

Diz-se que, nos primeiros meses depois de o setor de People Analytics ser implementado no Google, os funcionários usavam um adesivo que dizia: “Nós temos os dados e os gráficos, então cai fora!”. Essa era provavelmente uma forma de defender um trabalho pioneiro e ainda pouco compreendido. Nessa época, a ideia de usar estatísticas de dados de funcionários para tomar decisões na gestão de talentos ainda era uma ideia provocadora, e muitos céticos temiam que a ferramenta levasse as empresas a reduzir pessoas a números.

Atualmente, pesquisadores renomados como Ben Waber, do MIT, considera que o People Analytics ajuda essencialmente a identificar quais comportamentos no local de trabalho tornam as pessoas mais eficientes, felizes e criativas.

A seguir, listamos algumas vantagens associadas a essa metodologia.

 

Contratar melhor

Atualmente, a contratação de um funcionário exige mais do que uma análise de currículo. É preciso eliminar vieses e saber contratar cada vez melhor, pensando já em fatores como retenção e rotatividade, que impactam diretamente a vida da empresa. O objetivo é tentar identificar o maior número de fatores que mostrem que aquele dado candidato tem, de fato, o perfil adequado e se alinha aos valores da empresa.

O People Analytics torna isso possível, ajudando o gestor RH a determinar quem é realmente ideal para a vaga – e isso de forma mais ágil! Por exemplo, a Nielsen, empresa germo-americana da área da informação, utilizou a ferramenta para descobrir por que os funcionários pediam demissão. As descobertas apontaram que o ano mais crítico para a retenção seria o primeiro e que a retenção aumentava mais com mudanças laterais de cargos do que com promoções.

A partir disso, a empresa implementou programas para incentivar a descoberta de novos talentos e a ascensão de mulheres a cargos de liderança, diminuindo a rotatividade.

 

Produtividade sob controle

Como mencionamos anteriormente, o objetivo inicial do People Analytics quando foi implementado no Google era aumentar o desempenho da equipe, sem para isso ter que contratar novos talentos – ou seja, havia a percepção de que as equipes podiam ter melhores condições de trabalho e, assim, produzir mais.

No RH, uma máxima muito conhecida é a que tempo trabalhado não é sinônimo de produtividade. Isso quer dizer, na prática, que fatores como um bom ambiente de trabalho, descanso e motivação influenciam e muito a performance das equipes.

Com o People Analytics, o gestor consegue analisar os dados e determinar as mudanças necessárias para promover turbinar a produtividade. Por exemplo, um dos achados do Google foi que uma redução da burocracia interna, compensada por outros mecanismos de controle, ajudava os funcionários a tomar decisões mais céleres e eficazes.

 

Decidir de forma estratégica

Com o People Analytics, a empresa pode ir a fundo para descobrir os aspectos únicos que realmente influenciam no desempenho global. O cruzamento de dados permite que todas as decisões sejam tomadas de forma objetiva, com base em fundamentos advindos da própria cultura interna, sem desconsiderar o contexto.

É importante frisar que o People Analytics não elimina o fator humanos das decisões, nem transforma as pessoas em números. Por detrás de um RH data-driven, há um ser humano que terá a última palavra na tomada de decisão. A diferença é que a expertise humana é enriquecida e potencializada com dados concretos.

Depois de ler todas as vantagens, te perguntamos: quer levar o People Analytics para o RH da sua empresa? A PD Sistemas tem tudo para te ajudar nessa tarefa. Entre em contato conosco para uma avaliação personalizada agora mesmo!

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Até o próximo post!

PD Sistemas – Gestão de Resultados

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