Uma mulher tendo visão de tudo que acontece em sua empresa, com a solução BI da PD Sistemas

Business Intelligence: entenda a aplicação dessa ferramenta

Uma reportagem recente do jornal inglês “The Guardian” afirmava em sua manchete: “Toda a informação de que você precisa para turbinar o seu negócio está disponível de graça na internet”.

O jornal argumentava que o advento da big data constituía um dos grandes avanços no mundo dos negócios recentemente. Com essa ferramenta, as empresas agora podem acessar vastos conjuntos de dados mantidos por órgãos públicos e grandes empresas e usá-los para… ganhar dinheiro. E isso não vale somente para as startups de tecnologia que desejam, por exemplo, criar um aplicativo novo. Os dados podem desempenhar um papel importante na melhoria do planejamento e dos processos internos de qualquer empresa. Portanto, ser capaz de acessar informações abrangentes e precisas sobre uma variedade de tópicos deve ser visto como uma grande vantagem no mundo dos negócios. O jornal listava uma série de ações que as empresas deveriam colocar em prática: pesquisar, encontrar as fontes certas, encontrar as ferramentas certas, criar uma equipe interna, entre outras providências.

De fato, nós vivemos na era da informação – calcula-se que 75% da riqueza mundial seja gerada pela manipulação de algum tipo de conhecimento técnico. Mas, em primeiro lugar, é preciso ter em mente que esse conhecimento deixou de apresentar uma escala de valores – ou seja, cada vez mais, cada situação precisa de um tipo de “know-how” específico e da expertise sobre como colocá-lo em prática. Por exemplo, se um paciente chega ao hospital com uma unha encravada, talvez um neurocirurgião não consiga resolver o seu problema, mesmo tendo estudado anos a fio para trabalhar na sua especialidade.

Então, apesar de certo exagero ao se afirmar que toda a informação necessária está disponível online, é correto dizer que nunca foi tão barato obter informações e nenhuma época atribuiu tanto valor a isso. Contudo, mais do que ter acesso a dados e estatísticas, é preciso saber como fazer uso efetivo disso, como colocar a teoria em prática – em suma, como traduzir uma linguagem muitas vezes abstrata para o mundo real onde nos movemos.

É aqui que entra o Business Intelligence – ou BI. De um modo simples, pode-se dizer que o BI permite evitar o famoso “chutômetro”. Se antigamente, as empresas eram administradas na base da intuição e do “feeling” de seus líderes, atualmente elas podem contar com a ajuda da tecnologia para não só obter, mas sobretudo para processar dados variados, de modo a conduzir os caminhos organizacionais de forma mais objetiva e rigorosa, o que aumenta em muito as chances de sucesso.

No post de hoje, mostramos o que é o Business Intelligence e como, na prática ele poderá ajudar a identificar, a desenvolver e até mesmo a criar oportunidade estratégica. Continue a leitura e saiba mais!

 

O que é o Business Intelligence?

Conforme já adiantamos, sabe-se que hoje há terabytes de informações disponíveis e que as empresas precisam encontrar maneiras de fazer uso disso. Assim, em vez de usar intuição e outras formas ultrapassadas de administrar, as organizações mais competitivas privilegiam a estatística, a análise quantitativa e a modelagem preditiva como elementos primários para embasar suas ações.

Partindo da “Ciência de Dados”, ou “Data Science”, o BI combina habilidades e áreas de conhecimento, visando à coleta, à preparação, à análise e ao gerenciamento de grandes quantidades de informação, aplicando-as a situações concretas na vida das organizações. Ele assume muitas vezes a forma de softwares. Essas ferramentas automatizam, por exemplo, painéis de gerenciamento de desempenho. Isso ajuda as equipes a identificar as informações de que precisam, quando precisam. Os painéis podem ser construídos em torno de indicadores de desempenho, e fornecem às empresas as ferramentas necessárias para adequar o desempenho à estratégia.

Além disso, o sistema pode alertar aos usuários as ações que precisam ser tomadas. Uma espécie de scorecard visual de metas e resultados, vinculado ao desempenho histórico, mostra onde uma empresa está hoje e onde é provável que esteja, por exemplo, daqui a três meses.

 

Como o Business Intelligence funciona na prática?

Conforme já adiantamos, o BI é aplicado a situações concretas da vida das organizações. A seguir, mostramos dois excelentes exemplos disso, para que você consiga vislumbrar melhor algumas das reais possibilidades desta ferramenta.

 

#1 O caso Coca-Cola

A Coca-Cola produzia relatórios diários para todas as operações de vendas e de entrega, reunindo até 200 milhões de linhas de dados de 100 sistemas diferentes em um “data warehouse” para depois organizar tudo em um painel onde os dados podiam ser observados e processados. Para uma empresa do porte da Coca-Cola, esse pode ser compreensivelmente um processo relativamente demorado – e era, de fato. Todos os dias, sete dias por semana, o diretor de relatórios e análise chegava ao escritório às 7h30 da manhã para atualizar o relatório de vendas diárias da empresa, o que levava cerca de 45 minutos. No painel final, havia até dez guias nas quais a alta gestão tinha que clicar para observar os dados em detalhe. Com um software de BI, as equipes simplificaram os processos internos. Para o relatório de vendas diárias, o diretor passou a configurar atualizações automáticas no sistema para que os dados sejam atualizados todos os dias às 5h30. Os gestores puderam acessar os números atualizados todas as manhãs, com detalhes “digeridos” pelo sistema – sem cliques, sem demoras. O diretor de relatórios e análise e a sua equipe puderam, então, passar suas manhãs ocupados com tarefas mais produtivas.

 

#2 O caso NHS

No Reino Unido, o sistema público de saúde, o chamado “National Health Service”, ou simplesmente NSH, vinha usando vários sistemas de dados diferentes: um sistema de administração de pacientes, um sistema de informações de gerenciamento de sala de cirurgia, um sistema para serviços de maternidade e um sistema de informações clínicas de radiologia. A partir de certa altura, com o aumento da população e, portanto, de pacientes, passou a ser essencial congregar os dados de todos esses sistemas de modo a obter uma imagem panorâmica do que estava acontecendo. A solução foi investir em sistema de BI, capaz de processar os dados de forma conjunta e apresentar estatísticas detalhadas a partir de um intenso trabalho de monitoramento.

Isso possibilitou às autoridades um acompanhamento mais eficaz das taxas de mortalidade e a adoção de medidas adequadas. As informações sobre patologias e atendimento ambulatorial também permitiram aos médicos investigar anomalias e formular hipóteses de forma mais precisa – por exemplo, com base na informação de que uma determinada doença tem um determinado índice de resposta ao medicamento X, os profissionais da área podem tomar decisões mais rigorosas.

Os dados recolhidos são usados ​​para desenvolver relatórios de atendimento e alertas pop-up e lembretes que podem ser usados ​​quando os médicos estão vendo pacientes – por exemplo, o sistema informa quando uma paciente tem que fazer exames preventivos de câncer do colo do útero ou quando deve fazer determinado exame pois apresentou determinada doença ou se queixou de certo aspecto de sua saúde. A última palavra, claro, cabe ao médico, mas o sistema está lá para agilizar todo o processo.

Como vimos, as potencialidades do Business Intelligence são inúmeras. Não é à toa, portanto, que de acordo com dados do WiseGuyReports, até 2023 o BI movimentará um mercado de mais de 23 bilhões de dólares. Para saber mais sobre o que esta ferramenta pode oferecer ao seu negócio, entre em contato conosco e tire suas dúvidas agora mesmo.

 

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