Campo de plantas com o ser humano analisando o plantio do celular

Agroindústria: a tecnologia como vantagem competitiva

Atualmente (2019), cerca de 8 bilhões de pessoas habitam o planeta terra. Estima-se que até 2050 a população mundial terá passado a marca dos 9,2 bilhões de pessoas, o que representa um aumento de mais 30%. Esse incrível crescimento deverá ser protagonizado por países em desenvolvimento, como o Brasil, país que, apesar de ser o quinto que mais utiliza terras agricultáveis no mundo, é aquele que possui a maior parcela das áreas agricultáveis no mundo ainda não utilizadas.

Além disso, esse cenário de crescimento nos coloca perante um novo desafio: o de alimentar toda essa população. Se atualmente a humanidade consome coisa como 4 bilhões de toneladas de alimentos por ano em todo o mundo, esse número terá que aumentar em torno de 70% de modo a suprir a nova demanda.

Para a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a solução em grande parte está no investimento em  tecnologia de modo a aumentar a produtividade das áreas agrícolas. E esse já é um processo em curso. Atualmente a agroindústria, que tem uma participação de aproximadamente 6% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, vem incorporando uma série de inovações relacionadas a processos e tarefas que vão desde o monitoramento da produção em tempo real até a previsão de cenários futuros com base em uma extensa análise de dados.

Neste post, mostramos precisamente como e por que a  tecnologia constitui uma incrível vantagem competitiva para a agroindústria, melhorando processos, facilitando o armazenamento e a distribuição de produtos e, claro, aumentando a produção. Continue a leitura e saiba mais!

Telemetria

Imagine a partir de um smartphone ter acesso a um mapa que mostra onde todos os veículos de uma fazenda estão operando em tempo real. Imagine que esse sistema também apresenta qual o nível de combustível de cada um desses veículos, a quantidade de determinado defensivo agrícola que foi aplicada em uma determinada área, quantas toneladas foram colhidas em determinada safra ou ainda se um equipamento estiver prestes a dar problemas.

Essa espécie de “Big Brother” aplicado à lavoura é possível com recursos telemáticos que permitem que dados sejam transferidos facilmente para e de máquinas agrícolas. Tudo isso, logicamente, ajuda os agricultores a melhorar a eficiência de equipamentos de alto custo, a tomar decisões mais fundamentadas e precisas e, claro, a aumentar a produtividade.

Automação

Automação pervasiva é uma expressão aplicada ao setor de tecnologia agrícola para fazer referência a qualquer tecnologia que reduz a carga de trabalho de um dado operador. Os exemplos desse tipo de tecnologia incluem ordenhas operadas por robôs e veículos autônomos controlados por robótica ou remotamente por meio de terminais que operam com hiper precisão, como sistemas de navegação RTK, que tornam as rotas de semeadura e fertilização o mais otimizadas possível.

Alguns equipamentos agrícolas já adotam o padrão ISOBUS, no qual enfardadeiras, colheitadeiras, tratores e outros equipamentos agrícolas se comunicam e até operam de maneira plug-and-play.

Sensores

Os sensores aplicados a equipamentos agrícolas podem “ler” e decodificar uma vasta gama de informações, desde a saúde das plantas e as necessidades de água durante a colheita até os níveis de nitrogênio existentes no solo. Tais sensores permitem a aplicação de produtos com base não só nas condições de campo em tempo real, mas também com base em prognósticos calculados via sistema.

Outra possibilidade de uso de sensores é na irrigação, medindo as reais necessidades de água do solo e da planta, de modo a evitar desperdícios. Há ainda sistemas inteligentes que medem o índice de absorção da luz pela colheita e como isso se afeta os níveis de nitrogênio. Os controladores eletrônicos conectados aos sensores sinalizam aos sistemas de aplicação a quantidade necessária de nitrogênio com base nas informações coletadas.

Automação do plantio

Calcula-se que, com sistemas automáticos de plantio e colheita, a eficiência aumente de 10 a 15%, o que terá um tremendo impacto financeiro.

Atualmente, é difícil para um operador humano dirigir e assistir a todo o processo de carregamento e descarga de grãos no solo. Os sistemas de câmeras de vídeo remotas ajudam, mas o operador ainda deve dirigir e tomar decisões. Com um sistema automatizado, recorrendo a tecnologias como GPS/GNSS e sensores sônicos e visuais integrados, todos esses julgamentos ficarão deixarão de ser responsabilidade humana. Assim, o processo será muito mais rápido e preciso.

Análises químicas

Aplicadas à agricultura, as análises químicas costumam depender de laboratórios independentes e de testes caros, que são realizados da porteira para fora.  Reflexo disso, frequentemente tais análises são feitas de forma esporádica e para um pequeno número de amostras.

Hoje, há soluções que recorrem à Inteligência Artificial e que permitem que mesmo o pequeno agricultor monitore a saúde da água e do solo de sua propriedade.

Uma simples gota de água ou amostra de solo é colocada em um dispositivo pequeno, que, com um chip micro fluídico, realiza a análise química da substância submetida e disponibiliza o resultado em questão de segundos.

Os resultados apresentam a quantidade dos elementos químicos encontrados na amostra com base em uma abordagem chamada “AI on the edge”, que usa algoritmos de machine learning e de processamento de imagem para traduzir a composição e a intensidade das concentrações de elementos químicos com base em cores. Tudo de forma simples, rápida e barata.

Softwares de gestão

Outra tecnologia que tem grande impacto no setor da agroindústria é a dos softwares de gestão especificamente desenhados para atender à realidade do setor.

Há módulos específicos que vão desde a organização, controle de produção e controle de custos até o acompanhamento de horas extras de trabalhadores e gestão da manutenção da frota utilizada na produção. O sistema é ainda capaz de gerar relatórios completos e de fácil entendimento. Isso tudo significa que o gestor tem muito mais controle sobre a realidade do negócio e pode tomar decisões muito mais fundamentadas.

Segundo um levantamento da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP)67% das propriedades agrícolas no nosso país já usam algum tipo de inovação tecnológica em seus processos produtivos. E a sua propriedade, vai ficar de fora dessa revolução?

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