Homem no campo mexendo em um tablet.

Agrocomputação: o que é esse novo termo?

Segundo um estudo recente da consultoria Markets and Markets, o mercado global agrícola atingirá a marca de US $ 1,236 bilhão em 2023, o que representa um aumento de mais de 110%. Esse acrescimento é alimentado por um aumento global da demanda. Para estar à altura das necessidades de abastecimento das populações, mais e mais agricultores estão adotando soluções baseadas em dados, como inteligência artificial e machine learning, devido à capacidade dessas ferramentas de agregar tendências, rastrear suprimentos, avaliar riscos e recompensas, gerar modelos preditivos e aumentar a produtividade – e, com isso, os rendimentos.

Ainda segundo o referido estudo, o mercado para o qual se projeta uma maior expectativa de crescimento é precisamente aquele que serão feitos os maiores investimentos em equipamentos e em tecnologia (América do Norte). De fato, as ferramentas tecnológicas são vistas como um aspecto essencial do agribusiness. Analisar efetivamente dados críticos, tanto da porteira para dentro quanto da porteira para fora, conduz a tomadas de decisão mais fundamentadas e, portanto, mais bem-sucedidas.

O rendimento da colheita depende de várias informações, tais como parâmetros climáticos, condição do solo, aplicação de fertilizantes e variedade de sementes. Diariamente, são produzidos mais 2,5 quintilhões de bytes de informações no mundo – para se ter alguma escala da magnitude desse número, seriam necessários cerca de 550 milhões de DVDs para gravar isso tudo.  Entre esses dados, estão aqueles que têm potencial de gerar significado para os negócios. Contudo, sem uma filtragem e identificação adequadas, eles ficam mudos. O desafio, então, é identificar as informações críticas nos grandes conjuntos de dados para determinar aqueles que impactam a produtividade agrícola.

Nesse contexto atual, é que surgiu a Agrocomputação. Trata-se de uma área do conhecimento emergente, que está voltada à projeção do futuro no campo e que se dedica a estudar aos avanços tecnológicos específicos do agronegócio. Recentemente, surgiram inclusive os primeiros cursos de graduação na área. A formação visa preparar profissionais capazes de projetar e aplicar soluções tecnológicas voltadas para os problemas do campo, principalmente no que se refere à operacionalização de máquinas e de equipamentos e à análise de dados para fundamentar a tomada de decisão.

No post de hoje, mostramos o que a Agrocomputação tem a oferecer à agricultura nos dias de hoje e como ela é essencial para que o setor possa estar à altura da crescente demanda global por alimentos. Continue a leitura para saber mais sobre o assunto!

 

Como a Agrocomputação pode ajudar o campo

Vejamos a seguir cinco ferramentas tecnológicas e de Agrocomputação que ajudam a agricultura.

#1 Aumentando a produtividade com base na inovação

A agricultura de precisão consiste em um conjunto de ferramentas e tecnologias que dá ao produtor a possibilidade de conhecer cada detalhe da área de cultivo. Esse conhecimento pode ajudar a aumentar o rendimento em até 67%. Nos últimos anos, a agricultura de precisão vem ganhando um espaço sem precedentes.

Com dados de sensores instalados no solo especificamente para colher informações como grau de umidade ou necessidade de fertilizantes, ou ainda com tratores e máquinas agrícolas equipadas com receptores GNSS (Global Navigation Satelite System), computadores de bordo e sistemas que possibilitavam a geração de mapas de produtividade, o gerenciamento de aspectos como sementes, fertilizantes e pesticidas fica muito mais objetivo e, com isso, aumenta a produtividade.

Quando os agricultores têm acesso aos dados certos, eles sabem quando, onde e como plantar. Por exemplo, um estudo publicado na revista Nature mostrou que acabar com o uso excessivo de nutrientes, combinado com a intensificação sustentável, poderia aumentar a produção de milho, trigo e arroz em até 30%.

 

#2 O uso de drones

O uso de pequenos veículos aéreos não tripulados (UAVs), mais conhecidos como “drones” para fins agrícolas, é outra tecnologia emergente que vem revolucionando a forma como a agricultura interage com a terra, a água, as plantações e as infraestrutura. Os UAVs podem capturar imagens georreferenciadas, sobrepostas e de alta resolução (2–5 cm) de até 400 hectares em um único voo. Eles podem ainda fazer a transferência de dados e desenvolver análises agrícolas de gerenciamento de dados.

Por exemplo, em pomares citrícolas, informações sobre a estrutura das árvores (diâmetro, altura, volume e copa) podem ser obtidas por drones. A inspeção do pomar de uma grande área de extensão fica, assim, muito mais fácil e controlada. Infecções por doença, estimativas de produtividade e inventários das plantas (contagem e localização) passam a ser tarefas exequíveis em muito menos tempo e com muito mais precisão. Antigamente, esse tipo de informação era obtido apenas com imagens aéreas ou orbitais, as quais apresentavam uma série de limitações (alto custo e baixa resolução). 

 

#3 Uso de pesticidas de forma ética

A administração de pesticidas tem sido uma questão polêmica devido aos seus efeitos colaterais no ecossistema. O uso de big data permite que os agricultores administrem melhor esse aspecto do negócio. Há sistemas específicos que recomendam quais pesticidas aplicar, quando e por quanto tempo.

Ao monitorar tal aspecto de perto, os agricultores podem cumprir as regulamentações governamentais e evitar o uso excessivo de produtos químicos na produção de alimentos. Além disso, isso leva ao aumento da lucratividade porque as safras não são destruídas por ervas daninhas e insetos e nem há dispêndio desnecessário com esse tipo de produtos.

 

#4 Impressoras 3D

As impressoras 3D estão revolucionando o sistema produtivo, pois possibilitam a produção dos mais variados objetos, a partir de diversos materiais e a relativo baixo custo. Esse avanço tecnológico gera potencial para o produtor rural criar as suas próprias peças para equipamentos. Além disso, fabricantes de equipamentos agrícolas e assistências técnicas regionais podem disponibilizar repositórios de modelos 3D de peças, facilitando o acesso e diminuindo o tempo de manutenção de máquinas e equipamentos no meio rural.

Segundo a Embrapa, essas novas ferramentas, em conjunto com a computação móvel, a visão computacional e a bioacústica, irão inaugurar uma nova era de serviços para a agricultura. Tais serviços poderão ser acessados por uma realidade aumentada – mostrando informações contextualizadas em ambiente real e orientando, de forma audiovisual, as medidas a serem tomadas na lavoura – ou por meio de assistentes virtuais que interagem em linguagem natural com o usuário. Esses assistentes serão integrados a serviços digitais sob a forma de aplicativos, que, uma vez instalados, não precisarão mais ser explicitamente acessados.

 

#5 Sistemas de gestão

Atualmente, existe uma vasta gama de sistemas desenhados especificamente para as necessidades do campo. Com eles, é possível automatizar a administração dos mais diversos aspectos da lavoura: a armazenagem, o transporte e as frotas, as vendas, os recursos humanos, o relacionamento com o cliente e a própria cybersegurança do negócio. O resultado é uma gestão muito mais rápida, objetiva e estratégica.

Ter o controle de cultura das fazendas e safras, fazer acompanhamento da saúde do solo e ficar de olho no potencial de vendas passam a ser tarefas muito mais fáceis com o auxílio dessas tecnologias.

Se você quer levá-las para o seu negócio, conte com as soluções da PD Sistemas e da Senior, nossa parceira. Quer saber mais sobre as tecnologias voltadas para o agronegócio que temos a oferecer? Entre em contato conosco agora mesmo!

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PD Sistemas – Gestão de Resultados 

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