Um homem ajudando pessoas com serviços no exterior da PD Sistemasr

A sua empresa está preparada para exportação de serviços?

Segundo dados do Ministério da Economia, o Brasil é a 26.ª maior economia de exportação no mundo. Em 2019, o nosso comércio exterior começou a todo vapor. Apenas em janeiro, as exportações brasileiras como um todo atingiram a incrível marca de US$ 18,579 bilhões, o que representa um dos melhores resultados de sempre para esse mês. O setor de serviços é um dos que mais cresce.

A verdade é que as novas tecnologias de informação e comunicação facilitaram e muito o trânsito desse tipo de exportação por todo o mundo. Por exemplo, uma empresa de software brasileira pode prestar serviços de assistência técnica diretamente no computador de um cliente no Japão, sem necessitar deslocar seus técnicos fisicamente até lá. Com isso, o comércio exterior de serviços passou a constituir uma realidade para uma vasta gama de empresas, não só para as megacorporações, como acontecia no passado.

Nesse cenário, muitas empresas passam a ver a exportação como uma real oportunidade de negócio e até mesmo como uma vantagem competitiva em relação à concorrência. Apesar disso, sabemos na PD Sistemas que este é um tópico que ainda gera muitas dúvidas. Afinal de contas, o que significa exportar serviços? Quais as classificações dos serviços exportados? Por que vale a pena exportar, ou seja, quais as vantagens envolvidas? O que a sua empresa precisa levar em conta antes de aventurar nessa empreitada? Vem com a gente – neste post reunimos as respostas a essas perguntas e apresentamos introdução a este tema tão complexo.

 

O que significa exportar serviços?

A exportação de serviços não é algo tão óbvio quanto possa parecer ou tão intuitivo como a exportação de bens. Para compreendermos a diferença, devemos ter em mente que os serviços diferem dos produtos em quatro aspectos principais: intangibilidade, inseparabilidade, perecibilidade e variabilidade.

Vejamos essas características rapidamente:

– A intangibilidade refere-se ao fato de que os serviços não podem ser tocados, sentidos, cheirados ou saboreados – ou seja, mesmo que utilizem objetos físicos para serem prestados, os serviços são intangíveis.

– A inseparabilidade está relacionada ao fato de que a prestação e o consumo dos serviços são inseparáveis, ou seja, eles são usufruídos pelos clientes ao mesmo tempo em que estão sendo produzidos.

– A perecibilidade diz respeito ao fato de que não podemos estocar serviços. Eles são produzidos e consumidos simultaneamente.

– A variabilidade acontece porque os serviços são prestados por pessoas para outras pessoas. Assim, o resultado final frequentemente depende de uma interação, o que torna os resultados variáveis e dependentes da percepção do cliente.

Essas características obviamente trazem implicações para as empresas prestadoras de serviço que desejam ingressar no comércio exterior. Nesse caso, elas devem ter em mente que aquilo que é exportado não pode ser produzido em massa e a qualidade envolvida depende do que acontece durante a prestação.

De todo modo, na exportação, o pagamento pelo serviço deve ter como beneficiário uma empresa localizada em território brasileiro. Por exemplo, uma exportação de serviço acontece quando um arquiteto baseado no Brasil produz projetos em seu escritório para um cliente localizado no exterior, ou quando uma empresa produz um software e, ao comercializá-lo para um comprador lá fora, também oferece o suporte e manutenção ao sistema.

 

Quais são as categorias de serviços exportados?

Atualmente, podemos distinguir 4 tipos específicos de exportação:

– O transfronteiriço: o serviço cruza fronteira, sem a necessidade de deslocamento do prestador – como exemplo, temos a prestação de assistência técnica a distância;

– A transferência de consumidores estrangeiros: o serviço é consumido dentro do país, mas por cidadãos estrangeiros – como exemplo, temos a comercialização de serviços culturais, recreacionais, de acomodação e de alimentação a turistas por agências de viagem;

– O estabelecimento de comércio no exterior: a empresa identifica um mercado para os seus serviços fora do país – como exemplo, advogados que atuam para clientes estrangeiros;

– A transferência temporária de pessoal: o prestador vai pessoalmente a outro país realizar um serviço – como exemplo, temos os treinamentos ministrados in loco em país estrangeiro.

Quais são as principais vantagens de exportar um serviço?

A principal vantagem está na possibilidade de diversificação comercial que a exportação abre – mais clientes, mais negócios e mais lucro. Além disso, a possibilidade de negociar serviços com outros países significa que as empresas brasileiras estarão menos sujeitas às variações de um mercado único. O próprio fato de que o real é relativamente desvalorizado em comparação com moedas mais fortes como o dólar, significa que certos serviços brasileiros chegarão lá fora com preços mais competitivos.

No Brasil, as oportunidades existem para os mais variados setores. Basta pensarmos que os fabricantes de equipamentos podem obter 30% ou mais de seu faturamento de serviços pós-venda – agora imagine o quanto isso é exponenciado pela exportação. Em setores como o automobilístico, o eletroeletrônico e o de tecnologia da informação, os serviços pós-venda chegam a constituir quatro a cinco vezes o faturamento obtido com a venda original do equipamento.

Outra vantagem está relacionada ao fato de que o Brasil ser um país em que alguns impostos não incidem sobre as exportações, ou seja, há um respaldo na Constituição Federal que visa incentivar o comércio exterior no país e, portanto, isenta as empresas de algumas obrigações – por exemplo, do ICMS.

 

O que as empresas precisam levar em conta antes de exportar serviços?

Há uma enorme variedade de serviços que podem ser exportados e é claro que cada tipo requer cuidados específicos. Dependendo do tipo ofertado, é essencial que a sua empresa detenha conhecimentos mais ou menos aprofundados acerca do ambiente político, legal e cultural do país que receberá o serviço.

Por exemplo, uma grande brasileira do setor de construção civil que deseja expandir negócios para o mercado externo, deve proporcionar cursos de formação para os seus executivos de vendas, englobando não só aspectos linguísticos, mas também históricos, econômicos e culturais do país-alvo. Sendo assim, aqui iremos restringir as nossas dicas a aspectos mais gerais.
Vejamos:

Os primeiros passos de quem pretende exportar devem ser:

– Definir o que exportar;

– Avaliar a situação atual do mercado exterior alvo, conhecendo, inclusive os concorrentes;

– Analisar a capacidade de competitividade da empresa no mercado externo;

– Avaliar as oportunidades e riscos envolvidos;

– Definir as estratégias mercadológicas;

– Avaliar a formação de preço, conhecendo bem os que são praticados no mercado alvo.

– Depois dessa primeira etapa de planejamento estratégico, o próximo passo é se se inscrever no Serviço Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (SISCOSERV) – veja aqui. Esta é uma plataforma do Governo Federal que promove e monitora o comércio internacional de serviços por empresas brasileiras. Nela, além de registrar as atividades exportadoras da sua empresa, você terá acesso a suporte especializado e poderá tirar dúvidas sobre aspectos legais, como tributação.

– As empresas devem também ficar atentas à parte jurídica e burocrática da exportação. Há uma série de documentos que devem ser mantidos em dia, como o contrato de câmbio (no qual o vendedor e o comprador acordam as condições e as características das operações envolvidas nos serviços) ou o “Commercial Invoice” (um documento internacional emitido pelo exportador que equivale à nossa nota fiscal).

– Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços no “Guia Básico para a Exportação de Serviços”, outros itens essenciais que devem ser levados em conta ao se aventar a exportação. As empresas devem fazer uma avaliação rigorosa da capacidade exportadora, não só física e tecnológica, mas também de seus recursos humanos. Como vimos no caso da empresa do setor de construção civil, por vezes, é necessário proporcionar treinamentos específicos para os executivos envolvidos na tentativa de exportar serviços.

 

Com estas informações, a sua empresa já fica com um bom norte sobre os desafios envolvidos na exportação. O importante é, sobretudo, ter conhecimento acerca desta possibilidade e avaliar a viabilidade desta empreitada para a sua organização. Por hoje, é tudo, mas em breve tem mais. Para receber outras dicas práticas voltadas para a vida das empresas, assine a nossa Newsletter e siga nossas redes sociais agora mesmo. Estamos no Facebook, Twitter, Instagram e no Linkedin.

 

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