Da segunda metade do século XVIII até meados da década de 1940, a Humanidade passou por três revoluções industriais.

A primeira foi marcada pelo advento da eletricidade e da máquina a vapor.

Na segunda, teve início a produção em massa, acompanhada por outras inovações importantes, como a introdução de navios de aço movidos a vapor, o desenvolvimento do avião e a refrigeração mecânica.

A terceira levou à massificação dos produtos tecnológicos, principalmente os ligados aos ligados aos meios de comunicação e à Internet.

A essas três revoluções podemos acrescentar uma outra, aquela que está em curso nos dias de hoje. Trata-se da Quarta Revolução Industrial, também chamada de “Indústria 4.0”. Segundo especialistas, essa revolução é diferente das anteriores devido à sua escala, ao seu alcance e à sua complexidade. Por isso, podemos afirmar que as transformações por ela desencadeadas não têm precedentes – ou seja, são diferentes de tudo aquilo que já experimentamos nas outras três.

Mas o que define essa Indústria 4.0? Com que instrumentos ela opera? Como preparar uma empresa para esse atual cenário? No post de hoje, respondemos a essas perguntas. Então, vem com a gente!

 

O que é a Indústria 4.0?

A expressão “Indústria 4.0” foi usada pela primeira vez na Alemanha, em 2011, designando, à época, uma estratégia do governo para promover a informatização das linhas de produção, levando à emergência e disseminação de “fábricas inteligentes”.

Atualmente, a Indústria 4.0 está ligada a inovações como inteligência artificial, robótica, internet das coisas (IofT), engenharia genética e neurotecnologias. Mas ela não é propriamente definida por esse conjunto de tecnologias emergentes. Trata-se, sobretudo, da adoção de novos paradigmas, marcados por uma velocidade diferente e por um alcance e impacto nos sistemas de forma nunca antes vistos.

Devemos notar que, na maior parte da história documentada, a produtividade de uma comunidade era dada em uma função da sua capacidade humana: assim, ao dobrar o número de mãos que colhiam a safra ou traziam a carne da caça, essa comunidade dobrava a sua produção. Mesmo com a invenção de ferramentas, como as carroças de boi, o aumento da produção era sempre linear.

Depois, com as revoluções industriais, a produção deu salto enorme, triplicando – ao operar uma máquina, um único indivíduo poderia fazer o trabalho de 100 funcionários. O fator limitante para o crescimento deslocou-se do número de indivíduos para o número de máquinas, mas ainda era operado sob uma lógica linear.

Depois do advento da Indústria 4.0, a produção passou a crescer a um ritmo exponencial, e não mais linear. Esse ritmo é pelo menos 10 vezes maior do que a das indústrias convencionais, e o fator limitante passa a ser a tecnologia. A tendência à automatização total das fábricas é um exemplo disso. Ela acontece por meio de sistemas ciberfísicos, possibilitados pela da Internet das Coisas e a computação na nuvem. Combinando processos digitais e tomando decisões descentralizadas, tais tecnologias são capazes de alavancar a produtividade e a eficiência de uma indústria a níveis sem precedentes.

 

Quais as características fundamentais da Indústria 4.0?

Os meios de produção de uma Indústria 4.0 diferenciam-se das revoluções anteriores. Como? Vejamos:

Descentralização: com base em tecnologias como a inteligência artificial, os sistemas cibernéticos passam a ter autonomia para a tomada de decisões, sem necessidade de intervenção humana.

Modularidade: flexibilização das máquinas, que passam a operar conforme a demanda.

– Operação instantânea: refere-se à capacidade de coletar dados e analisá-los imediatamente, disponibilizando informações de valor em tempo real.

– Serviços: a arquitetura de softwares e a computação em nuvem otimizada podem ser usadas para aperfeiçoar serviços.

– Interoperabilidade: refere-se à capacidade de cooperação entre os sistemas físicos e os cibernéticos.

– Virtualização: trata-se do uso da realidade virtual para criar modelos de simulação virtuais para a fábrica.

Essas características levam a:

– uma diminuição do custo de operação, com a redução do quadro de funcionários, redução de custos e dos impactos ambientais, redução de erros de programação, redução da ociosidade e da manutenção dos equipamentos;

– um aumento expressivo da produtividade e, claro, da lucratividade;

– um aumento da segurança e a uma integração das comunicações;

– uma possibilidade da customização, sem custos adicionais, devido à modularidade.

 

Como implementar a Indústria 4.0?

É possível dar passos significativos em direção à adaptação de uma indústria “normal” à realidade 4.0.

Para isso, são essenciais tecnologias como robôs, drones, impressoras 3D, IoT, Inteligência Artificial e Big Data. Mas antes de cogitar a implementação de tecnologias disruptivas e com valor elevado, é fundamental otimizar em primeiro lugar os sistemas de coleta, análise e distribuição eficiente de informações de valor na indústria.

Isso pode ser feito com a simples adoção de um software de gestão. Ele irá lançar as bases para futura automatização os procedimentos, ajudando a sua indústria a controlar o fluxo de dados, a disseminar as informações de valor, a aprimorar os indicadores de desempenho e a planejar as ações futuras, entre muitas outras funcionalidades. Com isso, a indústria pode iniciar com segurança o caminho que vai levá-la a uma cultura 4.0.

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Até o próximo post!

 

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